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Trauma e Memória: uma leitura freudiana do caso Emma
Em 1895, Sigmund Freud dedicava-se à elaboração de um manuscrito que chamou de Psicologia para neurologistas, posteriormente conhecido como Projeto para uma psicologia científica. Escrito em meio à intensa correspondência com Wilhelm Fliess, médico e interlocutor próximo de Freud naquele período, o texto expressa seu esforço de construir um modelo de funcionamento do aparelho psíquico a partir de pressupostos da neurologia e da fisiologia. É nesse manuscrito que Freud apres
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há 13 horas6 min de leitura


A Dialética das Pulsões: a Voz no campo da Psicanálise
Toda pulsão é parcial. — Jacques Lacan, Seminário 11 É inevitável a comparação entre a escrita freudiana e a lacaniana quando iniciamos nosso percurso no campo da psicanálise. São experiências distintas, e que bom que é assim. Mas a comparação entre esses dois modos de ler a psicanálise ultrapassa as barreiras textuais, alcançando os fundamentos e os desdobramentos de temas que atravessam, por assim dizer, o pensamento dos dois teóricos. Quando falamos das pulsões, passamos f
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22 de out.4 min de leitura


O Grafo do Desejo, passo a passo
Jacques Lacan foi um dos psicanalistas que mais desenvolveram esquemas e formulações para representar o funcionamento do sujeito do inconsciente. Entre eles estão os Esquemas L, R e I, o Estádio do Espelho, os matemas e as fórmulas da sexuação, além do Grafo do Desejo. Este último ocupa um lugar importante em seu ensino por articular questões fundamentais da investigação psicanalítica, entre elas uma pergunta: Che vuoi? — “O que você quer de mim?” ou “O que o Outro quer de mi
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15 de out.5 min de leitura


O arco clínico do inconsciente à pulsão: psicanálise lacaniana
No primeiro volume da série Fundamentos da Psicanálise de Freud à Lacan, o escritor e psicanalista Marco Antonio Coutinho Jorge traz, logo na introdução, uma pergunta incômoda e recorrente que atravessa o campo psicanalítico: o que é o inconsciente? Uma questão “continuamente sustentada por Jacques Lacan como o enigma maior que exige decifração”. Coutinho Jorge continua citando Lacan: “ninguém sabe o que isso é”. A afirmação aponta para uma dificuldade que acompanha a psicaná
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9 de out.4 min de leitura


Uma introdução ao pensamento de Jacques Lacan
A psicanálise é, entre muitas coisas, um campo de investigação do inconsciente. Sendo mais específica, do sujeito do inconsciente. A emergência das palavras no setting analítico é a demonstração mais clara desse movimento, de que algo que estava oculto pode ser revelado. Embora Sigmund Freud e Jacques Lacan façam movimentos distintos acerca do inconsciente, ambos formalizam suas teses considerando esse “objeto” de investigação. Em Freud, o inconsciente é pensado a partir do r
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2 de out.4 min de leitura


A Perda e a Elaboração: Notas Sobre o Trabalho de Luto
O luto não se resolve simplesmente com a passagem do tempo. Esse gesto não basta. Se assim fosse, os consultórios de psicanálise poderiam ser facilmente substituídos pelo transicionar das estações. Mas o que vemos no ir e vir dos pacientes e, principalmente, na observação dos casos clínicos, é um afeto que permanece, muitas vezes acumulando tristeza e produzindo outros sofrimentos e sintomas, quando aquilo que não encontra palavras insiste em ficar. Se o tempo, por si só, não
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24 de set.5 min de leitura


Desamparo e Angústia: leitura psicanalítica do Caso Angélica
Nós chegamos ao mundo sob a tutela do desamparo. Esse, aliás, é um tema bem trabalhado na psicanálise. Acontece que o desamparo não se apresenta isoladamente: a ele está ligado o componente da angústia. Já tratamos aqui no Blog, em outros textos, dessa temática. Destacamos recentemente o centenário do texto freudiano Inibição, Sintoma e Angústia (1926) e explicamos em detalhes a definição do “afeto que não mente”. O Conceito É importante ressaltar que a angústia é, entre os a
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17 de set.4 min de leitura


A Escuta, o Tempo e a Palavra na Clínica do Suicídio
“Quando falo de cartas, falo que o suicídio, por mais que seja um ato solitário, inclui o destinatário.” — Marcelo Veras, psicanalista Um pai invade a UTI de um hospital na Bahia carregando seu filho desacordado nos braços. Imediatamente, a equipe inicia o procedimento para reanimar o garoto, que teria entre três ou quatro anos. A situação era grave. O garoto estava praticamente sem sinais vitais. Porém, havia algo mais conflituoso em cena: a presença do pai, também médico, o
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10 de set.4 min de leitura


A História da Psicanálise: Forma e Conteúdo
“Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo.” John Donne Por muito tempo, a história da psicanálise se confundiu com a historiografia de Sigmund Freud. A narrativa do percurso de sua vida e obra acabou se tornando a base e o fundamento da própria história da psicanálise. O ponto de partida era uma narrativa biográfica: Freud como protagonista, e tudo mais que aconteceu ficando na periferia. Mas estar na periferia da narra
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3 de set.4 min de leitura


O (im)possível da psicologia no campo da psicanálise
O chamado “campo psi” não é um campo unificado. Embora psicologia e psicanálise compartilhem conexões profundas e um solo comum situado na filosofia, na antropologia, na psicopatologia e na educação, suas origens históricas e epistemológicas são distintas. A psicologia se constituiu como campo universitário e experimental na Alemanha, sob a herança da filosofia da consciência. A psicanálise, por sua vez, nasceu com Sigmund Freud, em Viena, a partir da experiência clínica e do
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27 de ago.4 min de leitura
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