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Uma introdução ao pensamento de Jacques Lacan
A psicanálise é, entre muitas coisas, um campo de investigação do inconsciente. Sendo mais específica, do sujeito do inconsciente. A emergência das palavras no setting analítico é a demonstração mais clara desse movimento, de que algo que estava oculto pode ser revelado. Embora Sigmund Freud e Jacques Lacan façam movimentos distintos acerca do inconsciente, ambos formalizam suas teses considerando esse “objeto” de investigação. Em Freud, o inconsciente é pensado a partir do r
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há 5 dias4 min de leitura


A Perda e a Elaboração: Notas Sobre o Trabalho de Luto
O luto não se resolve simplesmente com a passagem do tempo. Esse gesto não basta. Se assim fosse, os consultórios de psicanálise poderiam ser facilmente substituídos pelo transicionar das estações. Mas o que vemos no ir e vir dos pacientes e, principalmente, na observação dos casos clínicos, é um afeto que permanece, muitas vezes acumulando tristeza e produzindo outros sofrimentos e sintomas, quando aquilo que não encontra palavras insiste em ficar. Se o tempo, por si só, não
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24 de set.5 min de leitura


Desamparo e Angústia: leitura psicanalítica do Caso Angélica
Nós chegamos ao mundo sob a tutela do desamparo. Esse, aliás, é um tema bem trabalhado na psicanálise. Acontece que o desamparo não se apresenta isoladamente: a ele está ligado o componente da angústia. Já tratamos aqui no Blog, em outros textos, dessa temática. Destacamos recentemente o centenário do texto freudiano Inibição, Sintoma e Angústia (1926) e explicamos em detalhes a definição do “afeto que não mente”. O Conceito É importante ressaltar que a angústia é, entre os a
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17 de set.4 min de leitura


A Escuta, o Tempo e a Palavra na Clínica do Suicídio
“Quando falo de cartas, falo que o suicídio, por mais que seja um ato solitário, inclui o destinatário.” — Marcelo Veras, psicanalista Um pai invade a UTI de um hospital na Bahia carregando seu filho desacordado nos braços. Imediatamente, a equipe inicia o procedimento para reanimar o garoto, que teria entre três ou quatro anos. A situação era grave. O garoto estava praticamente sem sinais vitais. Porém, havia algo mais conflituoso em cena: a presença do pai, também médico, o
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10 de set.4 min de leitura


A História da Psicanálise: Forma e Conteúdo
“Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo.” John Donne Por muito tempo, a história da psicanálise se confundiu com a historiografia de Sigmund Freud. A narrativa do percurso de sua vida e obra acabou se tornando a base e o fundamento da própria história da psicanálise. O ponto de partida era uma narrativa biográfica: Freud como protagonista, e tudo mais que aconteceu ficando na periferia. Mas estar na periferia da narra
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3 de set.4 min de leitura


O (im)possível da psicologia no campo da psicanálise
O chamado “campo psi” não é um campo unificado. Embora psicologia e psicanálise compartilhem conexões profundas e um solo comum situado na filosofia, na antropologia, na psicopatologia e na educação, suas origens históricas e epistemológicas são distintas. A psicologia se constituiu como campo universitário e experimental na Alemanha, sob a herança da filosofia da consciência. A psicanálise, por sua vez, nasceu com Sigmund Freud, em Viena, a partir da experiência clínica e do
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27 de ago.4 min de leitura


Do Conflito ao Cuidado: Winnicott e a Psicanálise Inglesa
Partindo de uma série de intensos debates e reuniões científicas ocorridas na Sociedade Psicanalítica Britânica (British Psycho-Analytical Society) nos anos 1940, em pleno contexto da Segunda Guerra Mundial, podemos perceber que a chamada psicanálise inglesa, muitas vezes apresentada como uma alternativa à tradição freudiana, se aproxima bem mais de um amplo campo de debates, divergências e diferentes modos de compreender a teoria e a prática psicanalítica. Um documento da pr
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20 de ago.4 min de leitura


Um ponto de entrada para os conceitos fundamentais da psicanálise
“Senhoras e senhores: nem sempre é fácil dizer a verdade, especialmente quando é preciso ser breve.” — Sigmund Freud, 1909/1910 Com essa nota de abertura, Sigmund Freud inicia a terceira de suas Cinco Lições de Psicanálise (1910), proferidas durante as festividades do 20º aniversário de fundação da Clark University, em Worcester, Massachusetts, em setembro de 1909. Nesse importante texto, Freud oferece um panorama geral da teoria psicanalítica até então. É interessante notar
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13 de ago.4 min de leitura


A Questão da Análise Leiga, um século depois
Sigmund Freud era, também, um escritor. Talvez essa não fosse a classificação mais comum em sua época, mas basta ler sua obra hoje para perceber o rigor com que construía seus textos. Há neles uma clareza argumentativa e um cuidado com a forma que tornam a leitura, ao mesmo tempo, didática e exigente. Isso não significa que seus escritos estejam acima da crítica — ao contrário, a formação psicanalítica pressupõe uma leitura permanente e rigorosamente crítica de Freud. Logo na
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6 de ago.4 min de leitura


A Repetição no Amor: Contribuições da Psicanálise
O amor talvez seja um dos lugares em que a repetição se torna mais evidente para a psicanálise. Seja pelos encontros e desencontros amorosos que parecem seguir um mesmo roteiro, seja pela dificuldade de sustentar a abertura para uma nova relação, muitas pessoas têm a sensação de viver, repetidamente, a mesma história. O fato é que nós repetimos. Têm as chamadas repetições positivas — um bom encontro, uma experiência agradável, que não costumam causar estranhamento, e é até na
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30 de jul.4 min de leitura
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