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Depressão como situação clínica: luto e melancolia em Freud
Também o que é doloroso pode ser verdadeiro. - Sigmund Freud, 1916 Encontramos no ensaio A Transitoriedade (1916) uma das mais belas inscrições freudianas acerca da vida e de suas perdas. Ao final do texto, Freud nos acena com uma promessa de reconstrução: “Superado o luto, perceberemos que a nossa elevada estima dos bens culturais não sofreu com a descoberta da sua precariedade. Reconstruiremos tudo o que a guerra destruiu, e talvez em terrenos mais firmes e de modo mais du
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há 3 dias4 min de leitura


Neurose, Psicose, Perversão: como se orientar pelos grandes eixos da clínica
“Lacan propõe uma psicanálise para além do Édipo e do Nome-do-Pai, no início dos anos 1970. Por que pessoas que estudam psicanálise ainda falam como se isso não tivesse acontecido?” — Daniel Omar Perez Essa provocação do professor e psicanalista nos obriga a pensar na singularidade da travessia em psicanálise. Vamos colocá-la em contexto. Quem inicia seus estudos em psicanálise gradualmente passa a conhecer as escolas existentes, seus posicionamentos éticos e seus destinos t
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23 de jan.7 min de leitura


O inconsciente não tira férias: a psicanálise no tempo da infância
Há um menino, há um moleque, Morando sempre no meu coração. Toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão. -Milton Nascimento, 1988 A pergunta sobre a existência de “férias de análise” é antiga e atravessa diferentes momentos da história da psicanálise. O professor e psicanalista Daniel Omar Perez nos lembra que Sigmund Freud fazia longos retiros anuais: passava cerca de dois meses em casas de verão com a família, inclusive no norte da Itália, local de sua estima.
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16 de jan.5 min de leitura


Como Estruturar seu Estudo em Psicanálise: Do Início à Formação Continuada
Flectere si nequeo superos, Acheronta movebo. Se não posso dobrar os poderes celestiais, agitarei o Inferno. — Virgílio, Eneida , VII, 312. Assim, citando a Eneida de Virgílio, Sigmund Freud, na aurora do século XX, inaugura com A Interpretação do Sonho — no singular — o que viria a ser a psicanálise. O tempo passou, estamos na década de 20 do novo século, e conosco resiste esse saber do inconsciente. É notório que há uma psicanálise depois de Freud, isso é um fato. Assim co
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9 de jan.5 min de leitura


Manejo Psicanalítico das Festas de Fim de Ano: Repetições, Conflitos e Intervenções
As festas de fim de ano estão chegando, e com elas se reacendem as dinâmicas familiares que frequentemente reatualizam afetos antigos. Trata-se, talvez, da época mais ambígua do calendário. Entre a alegria das celebrações e a raiva silenciosa das repetições, transitam sentimentos que dificilmente deixam alguém indiferente. Essa mistura de afetos, esperança e medo, entusiasmo e melancolia, marca intensamente a experiência subjetiva e, não por acaso, reverbera na clínica. O div
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19 de dez. de 20254 min de leitura


O Cenário da Psicanálise Brasileira em 2025:Ética, IA e Clínica
Ao observarmos os debates deste ano, vemos que eles gravitaram em torno de uma tensão produtiva: de um lado, a insistência ética nos fundamentos que definem a psicanálise desde Freud; de outro, a urgência de se posicionar diante do impacto da tecnociência, da transformação dos laços sociais e do agravamento dos sofrimentos contemporâneos.
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12 de dez. de 20256 min de leitura


O Trabalho da Psicanálise no Tempo: O Que Construímos no ESPECast!
Todo verão é decretada a morte da psicanálise. E há algo curioso nesse gesto: a tentativa de anunciar o fim de um saber que, desde seu surgimento, não cessa de provocar estranhamento e resistência. Em 2026, completaremos 126 anos de seu marco inaugural. É certo que sua morte será novamente anunciada, ao mesmo tempo, em que sua presença retorna à cena, persistindo. Esse movimento cíclico, aliás, não deixa de simbolizar um dos principais operadores clínicos mapeados por Sigmun
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5 de dez. de 20254 min de leitura


O que Freud recomenda aos psicanalistas?
Para responder a essa pergunta, é preciso reconhecer o caráter excêntrico da prática psicanalítica, algo que se destaca na leitura de Sigmund Freud, ainda hoje. Ele sempre fez questão de deixar isso claro. Aliás, fazer questão é da natureza da psicanálise . Essa característica desloca, de certo modo, o eu do centro da cena analítica para suas bordas. Em que sentido? No de sustentar um conjunto de ações voltadas à tentativa permanente de se reconhecer pelas lentes de um idea
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21 de nov. de 20256 min de leitura


Direção de Tratamento das Psicoses: O Lugar do Analista e as Formas de Estabilização
As psicoses ocupam, desde Freud, um lugar fundamental na construção da clínica psicanalítica. Pensar a direção do tratamento nessa estrutura implica interrogar a própria função do analista, especialmente diante de um sujeito cuja relação com o simbólico e com o Outro não se organiza da mesma maneira que na neurose.
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7 de nov. de 20256 min de leitura


Do Schreck ao Unheimliche: uma leitura psicanalítica do susto no cinema
O campo dos afetos ocupa um lugar central na psicanálise freudiana, e isso nos permite estabelecer uma correlação entre a psicanálise e o cinema — entendido, assim como a literatura ou a pintura, como um modo de arte capaz de dar forma ao inconsciente. O cinema, por produzir efeitos sensoriais e emocionais, torna-se um espaço privilegiado para observar os fenômenos psíquicos que atravessam a experiência humana.
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31 de out. de 20254 min de leitura
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