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A Questão da Análise Leiga, um século depois
Sigmund Freud era, também, um escritor. Talvez essa não fosse a classificação mais comum em sua época, mas basta ler sua obra hoje para perceber o rigor com que construía seus textos. Há neles uma clareza argumentativa e um cuidado com a forma que tornam a leitura, ao mesmo tempo, didática e exigente. Isso não significa que seus escritos estejam acima da crítica — ao contrário, a formação psicanalítica pressupõe uma leitura permanente e rigorosamente crítica de Freud. Logo na
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há 9 horas4 min de leitura


A Repetição no Amor: Contribuições da Psicanálise
O amor talvez seja um dos lugares em que a repetição se torna mais evidente para a psicanálise. Seja pelos encontros e desencontros amorosos que parecem seguir um mesmo roteiro, seja pela dificuldade de sustentar a abertura para uma nova relação, muitas pessoas têm a sensação de viver, repetidamente, a mesma história. O fato é que nós repetimos. Têm as chamadas repetições positivas — um bom encontro, uma experiência agradável, que não costumam causar estranhamento, e é até na
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30 de jul.4 min de leitura


Como pensar uma psicanálise latino-americana?
“Não chego armado de verdades categóricas. No entanto, com toda serenidade, acho que seria bom que certas coisas fossem ditas.” — Frantz Fanon, Pele Negra, Máscaras Brancas. A psicanálise nasceu na Viena do final do século XIX. Mais de um século depois, poucas regiões do mundo estabeleceram com ela um diálogo tão intenso quanto a América Latina. Da Argentina ao Brasil, a teoria freudiana e pós-freudiana foi apropriada, reinterpretada e colocada em contato com questões históri
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23 de jul.5 min de leitura


O que a psicanálise acrescenta ao diagnóstico psiquiátrico
Notas a partir das Conferências Introdutórias à Psicanálise A relação entre psiquiatria e psicanálise costuma ser apresentada como uma oposição. De um lado, o diagnóstico; de outro, a escuta. No entanto, essa não é a posição defendida por Sigmund Freud nas Conferências Introdutórias à Psicanálise (1916–1917). Ao discutir os limites e as possibilidades desses dois campos, Freud não propõe que a psicanálise substitua a psiquiatria. Ao contrário, reconhece a importância do diagn
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16 de jul.4 min de leitura


Cem anos de Inibição, Sintoma e Angústia
"Logo se tornou claro para mim que a angústia de meus pacientes neuróticos tinha muito a ver com a sexualidade." — Sigmund Freud, Manuscrito E (1894) É curioso observar como a teoria psicanalítica se desenha pela pena de Freud. Quando falamos do centenário de Inibição, Sintoma e Angústia (1926), temos como pano de fundo uma das mais importantes revisões realizadas pelo próprio autor: a reformulação de sua teoria da angústia. Pesquisadores, como o professor e psicanalista Dani
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9 de jul.5 min de leitura


Escrever a clínica: Ferenczi e o manuscrito de 1932
Para tratar do aniversário de nascimento de Sándor Ferenczi, celebrado em 7 de julho de 1873, talvez seja justo começar pelo fim — ou quase isso. Em 1932, já nos últimos meses de vida, Ferenczi escreve seu Diário Clínico. Ele morreria no ano seguinte, sem ver o manuscrito publicado. Somente quase quarenta anos depois, esse conjunto de anotações viria a público. Na introdução da edição brasileira, publicada pela Editora Martins Fontes, o psicanalista húngaro Michael Balint ofe
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2 de jul.5 min de leitura


A bissexualidade psíquica e a complexidade do desejo
"Um sintoma histérico é expressão, por um lado, de uma fantasia sexual inconsciente masculina e, por outro, de uma feminina." — Sigmund Freud, As fantasias histéricas e sua relação com a bissexualidade (1908) Sendo Freud um homem de seu tempo — marcado pela moral vitoriana e pelas concepções científicas do início do século XX — seria anacrônico supor que ele estivesse discutindo gênero e sexualidade nos mesmos termos em que esses temas são pensados hoje. Ainda assim, sua obra
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25 de jun.4 min de leitura


Jean Laplanche e a Questão do Inconsciente
"Si l'inconscient [...] n'est pas là d'emblée chez l'homme, et bien il faut bien qu'il soit créé et déposé chez lui à un certain moment." "Se o inconsciente [...] não está presente desde o início no homem, então é necessário que ele seja criado e depositado nele em um dado momento." - Jean Laplanche Jean Louis Laplanche (1924–2012) foi um dos mais importantes psicanalistas franceses do século XX. Formado em filosofia, estudou na École Normale Supérieure, onde teve contato com
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18 de jun.4 min de leitura


Do Amor ao Narcisismo: Notas Sobre uma Elaboração Freudiana
Numa carta endereçada à sua noiva, Martha Bernays, escreve Sigmund Freud: "Antes de ti, ignorava o que era a alegria de viver, e agora que és minha 'em princípio', a única condição que ponho à vida é que me permita ter-te comigo completamente. [...] Sou muito teimoso e temerário e necessito de grandes estímulos." Não estamos habituados a entrar na intimidade de Sigmund Freud. As cartas dirigidas a Martha, assim como aos amigos ao longo de sua vida, nos permitem enxergar um ho
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11 de jun.5 min de leitura


Psicanálise, Meio Ambiente e a Crise dos Laços Sociais
Existe um dizer recorrente na clínica contemporânea: com a entrada das novas tecnologias digitais, estamos conectados globalmente e, paradoxalmente, nunca estivemos tão sós. Tanto o avanço tecnológico quanto a hiperconectividade não apenas coexistem com o isolamento, mas contribuem ativamente para a fragilidade dos vínculos e para as formas de sofrimento psíquico que atravessam o sujeito. Quando falamos em laço social, falamos também das formas pelas quais uma sociedade organ
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4 de jun.4 min de leitura
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