top of page


Lou(ise) Andreas-Salomé: o sujeito oculto da própria história
Como colocar em palavras a vida e a obra de uma personagem que fazia questão de sustentar o ideal de liberdade, de viver sem a necessidade de protocolar a vida de modo comum? Seria uma espécie de contrassenso tentar definir quem viveu uma vida inteira sustentando uma posição adversa a isso. Por isso, sem a menor pretensão de delimitar, escrevemos sobre Louise : filha, mulher, poeta, intelectual, escritora, filósofa, psicanalista — representada historicamente, quase em sua tot
ESPEcast
há 2 dias5 min de leitura


Sándor Ferenczi, o enfant terrible de Budapeste
O ano era 1893. A cidade de Miskolc, nordeste da Hungria. Nasce Sándor Ferenczi, oitavo filho de uma família judaica marcada pela morte precoce do pai, livreiro e editor. Cresce inserido no ambiente intelectual húngaro e transita desde cedo entre línguas e tradições — falava húngaro, alemão, francês, latim, grego e inglês. Forma-se em Medicina em Viena, no mesmo cenário cultural que viu emergir o pensamento freudiano. Seu retorno a Budapeste marca o início de uma trajetória q
ESPEcast
26 de fev.4 min de leitura


O Pensamento Clínico de André Green
Quem é André Green na cena da psicanálise? Como suas ideias contribuem para o manejo clínico contemporâneo? Fique até o final deste texto. As contribuições de André Green para a psicanálise contemporânea — sobretudo no que diz respeito ao manejo clínico — são relevantes e, poderíamos dizer, essenciais para a compreensão das patologias emergentes. Ao dialogar com diferentes e tradicionais matrizes teóricas, Green apresenta conceitos para pensar sofrimentos que escapam às for
ESPEcast
20 de fev.4 min de leitura


Fantasia e realidade psíquica: notas para uma leitura freudiana
Is this the real life? Is this just fantasy? (Isto é a vida real? Ou é apenas fantasia?) - Freddie Mercury Viver implica, desde sempre, enfrentar um desafio. Estar no mundo sem garantias. Ter consciência de si, sustentar uma existência e produzir algum sentido para a experiência são tarefas que se dão em meio ao acaso, à incerteza e à ausência de fundamentos. Um processo de análise pode, em alguma medida, trazer à tona essa falta estrutural que outros discursos frequentemente
ESPEcast
13 de fev.4 min de leitura


As Patologias do Eu e a metáfora do Cavaleiro
De repente surgem pensamentos que não se sabe de onde vêm; tampouco se tem como expulsá-los. — Sigmund Freud, 1917 As chamadas Patologias do Eu dizem respeito a um impasse estrutural do próprio Eu, ou a um desvio patológico em relação a dita normalidade? Sigmund Freud forneceu a base teórica estrutural e metapsicológica que nos permite pensar as formações psíquicas, indicando o modo como o Eu se constitui, se defende e fracassa em suas funções diante das exigências do Isso,
ESPEcast
6 de fev.5 min de leitura


Depressão como situação clínica: luto e melancolia em Freud
Também o que é doloroso pode ser verdadeiro. - Sigmund Freud, 1916 Encontramos no ensaio A Transitoriedade (1916) uma das mais belas inscrições freudianas acerca da vida e de suas perdas. Ao final do texto, Freud nos acena com uma promessa de reconstrução: “Superado o luto, perceberemos que a nossa elevada estima dos bens culturais não sofreu com a descoberta da sua precariedade. Reconstruiremos tudo o que a guerra destruiu, e talvez em terrenos mais firmes e de modo mais du
ESPEcast
30 de jan.4 min de leitura


Neurose, Psicose, Perversão: como se orientar pelos grandes eixos da clínica
“Lacan propõe uma psicanálise para além do Édipo e do Nome-do-Pai, no início dos anos 1970. Por que pessoas que estudam psicanálise ainda falam como se isso não tivesse acontecido?” — Daniel Omar Perez Essa provocação do professor e psicanalista nos obriga a pensar na singularidade da travessia em psicanálise. Vamos colocá-la em contexto. Quem inicia seus estudos em psicanálise gradualmente passa a conhecer as escolas existentes, seus posicionamentos éticos e seus destinos t
ESPEcast
23 de jan.7 min de leitura


O inconsciente não tira férias: a psicanálise no tempo da infância
Há um menino, há um moleque, Morando sempre no meu coração. Toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão. -Milton Nascimento, 1988 A pergunta sobre a existência de “férias de análise” é antiga e atravessa diferentes momentos da história da psicanálise. O professor e psicanalista Daniel Omar Perez nos lembra que Sigmund Freud fazia longos retiros anuais: passava cerca de dois meses em casas de verão com a família, inclusive no norte da Itália, local de sua estima.
ESPEcast
16 de jan.5 min de leitura


Como Estruturar seu Estudo em Psicanálise: Do Início à Formação Continuada
Flectere si nequeo superos, Acheronta movebo. Se não posso dobrar os poderes celestiais, agitarei o Inferno. — Virgílio, Eneida , VII, 312. Assim, citando a Eneida de Virgílio, Sigmund Freud, na aurora do século XX, inaugura com A Interpretação do Sonho — no singular — o que viria a ser a psicanálise. O tempo passou, estamos na década de 20 do novo século, e conosco resiste esse saber do inconsciente. É notório que há uma psicanálise depois de Freud, isso é um fato. Assim co
ESPEcast
9 de jan.5 min de leitura


Manejo Psicanalítico das Festas de Fim de Ano: Repetições, Conflitos e Intervenções
As festas de fim de ano estão chegando, e com elas se reacendem as dinâmicas familiares que frequentemente reatualizam afetos antigos. Trata-se, talvez, da época mais ambígua do calendário. Entre a alegria das celebrações e a raiva silenciosa das repetições, transitam sentimentos que dificilmente deixam alguém indiferente. Essa mistura de afetos, esperança e medo, entusiasmo e melancolia, marca intensamente a experiência subjetiva e, não por acaso, reverbera na clínica. O div
ESPEcast
19 de dez. de 20254 min de leitura
bottom of page