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Anna Freud: entre a herança freudiana e a psicanálise infantil
À primeira vista, seu notável sobrenome poderia dispensar apresentações biográficas. Contudo, a proposta deste artigo é justamente demarcar o espaço que Anna Freud abriu, ao lado de outras mulheres fundamentais, na cena da psicanálise. Serão destacados aspectos de sua vida que dialogam, sobretudo, com o pai e também com outras mulheres, articulando pontos importantes na sustentação da teoria psicanalítica. Não é por ser classicamente (re)conhecida na história como filha e ta
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19 de mar.5 min de leitura


Melanie Klein: vida, obra e construção teórica
Quando iniciamos uma pesquisa em psicanálise — assim como neste texto sobre a vida e a obra de Melanie Klein —, podemos ser conduzidos pelo movimento recorrente de ler uma autora a partir das lentes de quem a antecedeu, sobretudo no registro da comparação teórica. No campo psicanalítico, esse “quem” é Sigmund Freud . Por óbvio, Freud antecipa, à sua maneira, muitos dos temas que atravessam a psicanálise, mas não todos. Em contraste com essa particularidade do campo, este tex
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12 de mar.5 min de leitura


Lou(ise) Andreas-Salomé: o sujeito oculto da própria história
Como colocar em palavras a vida e a obra de uma personagem que fazia questão de sustentar o ideal de liberdade, de viver sem a necessidade de protocolar a vida de modo comum? Seria uma espécie de contrassenso tentar definir quem viveu uma vida inteira sustentando uma posição adversa a isso. Por isso, sem a menor pretensão de delimitar, escrevemos sobre Louise : filha, mulher, poeta, intelectual, escritora, filósofa, psicanalista — representada historicamente, quase em sua tot
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5 de mar.5 min de leitura


Sándor Ferenczi, o enfant terrible de Budapeste
O ano era 1893. A cidade de Miskolc, nordeste da Hungria. Nasce Sándor Ferenczi, oitavo filho de uma família judaica marcada pela morte precoce do pai, livreiro e editor. Cresce inserido no ambiente intelectual húngaro e transita desde cedo entre línguas e tradições — falava húngaro, alemão, francês, latim, grego e inglês. Forma-se em Medicina em Viena, no mesmo cenário cultural que viu emergir o pensamento freudiano. Seu retorno a Budapeste marca o início de uma trajetória q
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26 de fev.4 min de leitura


O Pensamento Clínico de André Green
Quem é André Green na cena da psicanálise? Como suas ideias contribuem para o manejo clínico contemporâneo? Fique até o final deste texto. As contribuições de André Green para a psicanálise contemporânea — sobretudo no que diz respeito ao manejo clínico — são relevantes e, poderíamos dizer, essenciais para a compreensão das patologias emergentes. Ao dialogar com diferentes e tradicionais matrizes teóricas, Green apresenta conceitos para pensar sofrimentos que escapam às for
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20 de fev.4 min de leitura


Fantasia e realidade psíquica: notas para uma leitura freudiana
Is this the real life? Is this just fantasy? (Isto é a vida real? Ou é apenas fantasia?) - Freddie Mercury Viver implica, desde sempre, enfrentar um desafio. Estar no mundo sem garantias. Ter consciência de si, sustentar uma existência e produzir algum sentido para a experiência são tarefas que se dão em meio ao acaso, à incerteza e à ausência de fundamentos. Um processo de análise pode, em alguma medida, trazer à tona essa falta estrutural que outros discursos frequentemente
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13 de fev.4 min de leitura


As Patologias do Eu e a metáfora do Cavaleiro
De repente surgem pensamentos que não se sabe de onde vêm; tampouco se tem como expulsá-los. — Sigmund Freud, 1917 As chamadas Patologias do Eu dizem respeito a um impasse estrutural do próprio Eu, ou a um desvio patológico em relação a dita normalidade? Sigmund Freud forneceu a base teórica estrutural e metapsicológica que nos permite pensar as formações psíquicas, indicando o modo como o Eu se constitui, se defende e fracassa em suas funções diante das exigências do Isso,
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6 de fev.5 min de leitura


Depressão como situação clínica: luto e melancolia em Freud
Também o que é doloroso pode ser verdadeiro. - Sigmund Freud, 1916 Encontramos no ensaio A Transitoriedade (1916) uma das mais belas inscrições freudianas acerca da vida e de suas perdas. Ao final do texto, Freud nos acena com uma promessa de reconstrução: “Superado o luto, perceberemos que a nossa elevada estima dos bens culturais não sofreu com a descoberta da sua precariedade. Reconstruiremos tudo o que a guerra destruiu, e talvez em terrenos mais firmes e de modo mais du
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30 de jan.4 min de leitura


Neurose, Psicose, Perversão: como se orientar pelos grandes eixos da clínica
“Lacan propõe uma psicanálise para além do Édipo e do Nome-do-Pai, no início dos anos 1970. Por que pessoas que estudam psicanálise ainda falam como se isso não tivesse acontecido?” — Daniel Omar Perez Essa provocação do professor e psicanalista nos obriga a pensar na singularidade da travessia em psicanálise. Vamos colocá-la em contexto. Quem inicia seus estudos em psicanálise gradualmente passa a conhecer as escolas existentes, seus posicionamentos éticos e seus destinos t
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23 de jan.7 min de leitura


O inconsciente não tira férias: a psicanálise no tempo da infância
Há um menino, há um moleque, Morando sempre no meu coração. Toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão. -Milton Nascimento, 1988 A pergunta sobre a existência de “férias de análise” é antiga e atravessa diferentes momentos da história da psicanálise. O professor e psicanalista Daniel Omar Perez nos lembra que Sigmund Freud fazia longos retiros anuais: passava cerca de dois meses em casas de verão com a família, inclusive no norte da Itália, local de sua estima.
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16 de jan.5 min de leitura
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